O governo federal instituiu um imposto de 12% sobre as exportações de petróleo, medida que, segundo especialistas, reduz a lucratividade da Petrobras e de outras empresas do setor. A decisão, que visa conter o impacto inflacionário da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira, cria uma aparente contradição: ao mesmo tempo em que o governo arrecada com o novo tributo, ele diminui a receita proveniente de sua participação como principal acionista da Petrobras.
Adriano Pires, sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura, classifica a situação como uma anomalia. Em 2025, a Petrobras produziu 2,3 milhões de barris por dia (bpd), dos quais 765 mil bpd eram destinados à exportação. É justamente sobre esse volume que incidirá o novo imposto.