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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Enel é mais culpada que políticos por apagões em SP, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha revela que 49% dos paulistas culpam a Enel por apagões, superando governadores e prefeitos. Crise energética se agrava com pressão política e judicial sobre a concessionária.

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Enel é mais culpada que políticos por apagões em SP, diz Datafolha

A concessionária de energia Enel é apontada pela maioria dos eleitores de São Paulo como a principal responsável pelas frequentes faltas de luz. Apenas 16% culpam o governador Tarcísio de Freitas, 14% o presidente Lula e 6% o prefeito Ricardo Nunes. A pesquisa Datafolha ouviu 71 municípios paulistas e foi divulgada nesta sexta-feira (13).

Entre os entrevistados de 45 a 59 anos, 57% responsabilizam a Enel. Já o grupo de 16 a 24 anos divide as culpas entre o governo estadual (25%) e a prefeitura (16%).

Tarcísio e Nunes acusam a Enel de reter investimentos e de ter equipes insuficientes para lidar com os apagões. A empresa rebate, afirmando cumprir planos de contingência e critica a poda de árvores, sugerindo que gestores públicos falham na prevenção.

Governador e prefeito pressionam a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pela caducidade do contrato da Enel. O Ministério de Minas e Energia, sob comando de Alexandre Silveira, inicialmente defendeu a renovação, mas passou a pedir a rescisão do contrato no fim do ano passado.

A Aneel iniciou em fevereiro a avaliação do processo que pode levar à quebra do contrato. A concessão atual termina em 2028. A Enel solicitou renovação antecipada, mas o processo está suspenso por decisão judicial até que a questão da caducidade seja resolvida.

Em dezembro do ano passado, um vendaval e chuvas deixaram 4,2 milhões de imóveis sem energia. A Aneel apontou falhas no serviço, mas a Enel contestou, alegando proporções climáticas inéditas e atendimento satisfatório. Outros dois grandes apagões ocorreram em 2023 e 2024, afetando milhões de consumidores.

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