A deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) registrou um boletim de ocorrência na Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (13) após receber ameaças de morte e ofensas misóginas e racistas. A parlamentar também solicitou uma audiência com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para discutir o caso.
Petrone relata que as intimidações ocorrem há aproximadamente sete anos, sem que as investigações avancem para identificar e prender os responsáveis. A mais recente ameaça, recebida na manhã de hoje, descreve a deputada como "escória racial inferior" e "selvagem", questionando sua presença no Congresso Nacional. O agressor também ataca o trabalho de Petrone em defesa de políticas de cotas raciais e direitos LGBTQIAPN+.
"É um histórico de ameaça e impunidade. A gente tem alguns inquéritos em aberto que, infelizmente, por diversos motivos, não tem responsabilização dos criminosos. Isso é uma autorização para que os crimes continuem acontecendo", declarou a deputada.
As ofensas, que incluem descrições de um plano para assassinato com detalhes sobre sua residência e cidade natal, são frequentes e associadas a crimes de ódio e à milícia do Rio de Janeiro. Petrone expressou preocupação com a segurança de seus filhos e a impossibilidade de exercer seu mandato plenamente.
A deputada atribui a gravidade das mensagens ao avanço do movimento "red pill" entre extremistas de direita, que dissemina ódio contra mulheres. "Tenho certeza que teremos um acolhimento da Polícia Federal para enfrentar essa impunidade que se evidencia nos casos dos quais sou vítima. A gente precisa garantir que mulheres e mulheres negras possam fazer política em paz, fazer um projeto de país", afirmou.
Em 2024, durante sua candidatura à prefeitura de Niterói, Talíria Petrone já havia se reunido com a ministra Cármen Lúcia, então presidente do TSE, para tratar de violência política e cobrar andamento de investigações após receber mais de dez ameaças de morte. Fonte: G1