O Brasil alcançou sua melhor posição histórica no índice da OCDE de políticas de dados abertos, chegando à 8ª colocação mundial. A informação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O país obteve 0,70 ponto em uma escala de 0 a 1, superando a média da OCDE em 32%. O Brasil ficou à frente de países como Reino Unido e Canadá, consolidando-se como referência internacional na área.
O índice OURData Index avalia a disponibilidade, acessibilidade e reutilização de dados públicos. O Brasil se destacou nos quesitos disponibilidade (0,78) e acessibilidade (0,74), e também no suporte ao reuso (0,57), que ficou acima da média da OCDE (0,40).
Segundo o governo, os resultados refletem os avanços na publicação proativa de dados governamentais em formatos abertos e reutilizáveis, além do fortalecimento de instrumentos de acesso e uso dessas informações pela sociedade.
O ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, destacou que o resultado comprova o avanço do Brasil na agenda de transparência e Governo Aberto, fortalecendo o controle social e estimulando a inovação.
A Política Nacional de Dados Abertos, que completa 10 anos, tem como ferramenta o Portal Brasileiro de Dados Abertos, com mais de 15 mil conjuntos de dados. Entre 2022 e 2025, o número de conjuntos de dados publicados cresceu 50%. O portal já conta com mais de 100 mil usuários.
Iniciativas de capacitação, como a Semana Dados BR, e o Catálogo Nacional de Dados também impulsionam a cultura de dados abertos no governo.
Desde o início do ano, o Brasil copreside a Parceria para Governo Aberto (OGP), iniciativa internacional que promove transparência e participação na gestão pública.