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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Agronegócio comemora alívio no preço do diesel e pressiona por mais biodiesel

Setor produtivo celebra desoneração do diesel, mas aguarda aumento da mistura de biodiesel. Medidas visam conter alta dos combustíveis e pressões sobre a cadeia de alimentos.

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Agronegócio comemora alívio no preço do diesel e pressiona por mais biodiesel

O setor do agronegócio brasileiro celebrou as medidas anunciadas pelo governo para conter a alta dos combustíveis, especialmente o diesel. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou que a desoneração temporária de tributos federais (PIS/Cofins) sobre o diesel traz um alívio necessário para os custos de produção no campo, em um momento de tensões geopolíticas no Oriente Médio que elevam os preços internacionais do petróleo. A medida, que atende a um pedido formal da CNA, é vista como crucial para o transporte de insumos e o escoamento da produção agrícola, afetando diretamente a colheita e o plantio de diversas culturas.

Apesar do otimismo com a redução tributária, a CNA reiterou a expectativa de que o governo eleve a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% para 17%. Bruno Lucchi, diretor técnico da entidade, destacou que essa medida adicional é fundamental para manter os custos de produção sob controle e garantir a competitividade do setor. No entanto, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que a legislação atual exige comprovação técnica de viabilidade para aumentar o percentual de biodiesel acima de 15%, com um cronograma previsto para progressão até 20% apenas em 2030, mediante testes e validação.

O MME explicou que o plano de testes para misturas superiores a B15 está em fase final de consolidação e que a execução depende da formalização financeira e do repasse de recursos, com previsão de início no primeiro semestre de 2026. Paralelamente, o governo anunciou o aumento da alíquota de exportação de petróleo de zero para 12%, com o objetivo de aumentar a oferta interna do produto e conter a volatilidade de preços. A CNA também celebrou o reforço anunciado na fiscalização do mercado de combustíveis pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), medida que também havia sido solicitada pela entidade.

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