A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, definiu o dia 24 de março como data para a retomada do julgamento que pode cassar o mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A decisão atende a um pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques, que terá 15 dias para analisar o caso antes da nova sessão.
O regimento do TSE prevê 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para a devolução de processos após pedidos de vista. No entanto, Cármen Lúcia estabeleceu um prazo menor, sem que o tribunal informasse o motivo. Uma sessão extraordinária também foi convocada para o dia 25 de março.
O julgamento analisa recursos do Ministério Público Eleitoral e de uma coligação adversária contra a absolvição de Castro em um processo que apura suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Antes da interrupção, o ministro Antônio Carlos Ferreira votou pela cassação e inelegibilidade do governador, acompanhando o voto da relatora Isabel Gallotti.
Além de Nunes Marques, os ministros Estela Aranha, Floriano Azevedo, Villas Bôas Cueva, André Mendonça e a própria Cármen Lúcia ainda precisam proferir seus votos.