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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Tornozeleira eletrônica se torna regra para agressores de mulheres em risco

Câmara dos Deputados aprova lei que torna uso de tornozeleira eletrônica obrigatório para agressores de mulheres em risco. Medida visa aumentar proteção às vítimas e segue para o Senado.

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Tornozeleira eletrônica se torna regra para agressores de mulheres em risco

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que torna o uso de tornozeleira eletrônica obrigatório para agressores de mulheres em situação de violência doméstica, quando houver risco de vida. A medida, que visa ampliar a proteção às vítimas, segue agora para o Senado.

O projeto (PL nº 2942/2024), de autoria das deputadas Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), com substitutivo da relatora Delegada Ione (Avante-MG), estabelece a tornozeleira como regra em casos de risco iminente à vida ou integridade física e psicológica da mulher e seus dependentes. Atualmente, apenas 6% das medidas protetivas incluem monitoramento eletrônico.

A nova lei prioriza a imposição da tornozeleira em situações de risco iminente e também em casos de descumprimento de medidas protetivas anteriores. Juízes deverão justificar expressamente qualquer decisão de não aplicar a medida.

Em municípios sem comarca, o delegado de polícia poderá determinar o uso da tornozeleira. Caso a medida seja aplicada pela autoridade policial, ele deverá comunicar o Ministério Público e a Justiça em até 24 horas, que decidirá sobre sua manutenção.

O projeto também prevê que a vítima receba um dispositivo de rastreamento portátil que emitirá alertas automáticos para ela e para a polícia caso o agressor se aproxime de áreas proibidas. A pena para descumprimento de medidas protetivas, incluindo violação da tornozeleira ou áreas de restrição, será aumentada de um terço à metade.

O texto ainda destina 6% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para ações de combate à violência contra a mulher, incluindo a compra e manutenção de equipamentos de monitoramento. Campanhas informativas sobre procedimentos policiais, prevenção à revitimização e funcionamento das medidas protetivas também serão priorizadas.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que 13,1% das vítimas de feminicídio em 2024 foram assassinadas mesmo com medida protetiva em vigor. Entre 2015 e 2025, 13.703 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil.

A vítima pode ligar para o número 180 para orientação e denúncias, ou para o WhatsApp (61) 99610-0180. Em casos de emergência, acionar a Polícia Militar pelo 190.

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