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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Disputa por vaga no Senado em SP acirra divisão no bolsonarismo

Jair Bolsonaro apoia Mello Araújo, Eduardo Bolsonaro prefere Mário Frias, enquanto Tarcísio de Freitas busca um nome de centro. A definição da segunda vaga ao Senado em SP expõe divisões no bolsonarismo.

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Disputa por vaga no Senado em SP acirra divisão no bolsonarismo

A definição da segunda vaga de candidato ao Senado por São Paulo, na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), expõe divergências internas no bolsonarismo. O ex-presidente Jair Bolsonaro apoia o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), enquanto o ex-deputado Eduardo Bolsonaro tem preferência pelo deputado federal Mário Frias (PL), alterando sua indicação anterior, o deputado estadual Gil Diniz (PL). Tarcísio, por outro lado, busca um nome de centro, distanciando-se das opções de Bolsonaro.

A primeira vaga já está definida com Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do estado, e seu suplente será o advogado Vicente Santini, assessor especial de Tarcísio em Brasília e futuro coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Santini se reunirá com Bolsonaro em Brasília no dia 18 para discutir a segunda vaga.

A demora na escolha ocorre enquanto o campo político do presidente Lula (PT) considera as ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) para a disputa. A possibilidade de uma chapa feminina e de perfil centrista pressiona o entorno de Tarcísio a buscar um nome competitivo e alinhado ao centro.

Em reunião com Bolsonaro há um mês, Tarcísio alertou para o risco de o grupo político não eleger senadores em 2026, argumentando que uma dobradinha puramente bolsonarista poderia dispersar votos conservadores moderados.

Flávio Bolsonaro afirmou em evento no fim de fevereiro que a decisão será tomada em consenso até 30 de março. "Essa é uma decisão que passa pelo Eduardo Bolsonaro e pelo presidente Bolsonaro, e vamos fazer questão de estar alinhado com o governador Tarcísio também", declarou.

Segundo fontes próximas ao bolsonarismo, a escolha do nome viável passa por sua posição nas pesquisas de intenção de voto. A deputada federal Rosana Valle (PL-SP), ligada a Michelle Bolsonaro, teve seu nome testado e não descarta a candidatura, dependendo de consenso partidário e do partido. Atualmente, seu foco é a reeleição para deputada federal.

O deputado federal Ricardo Salles (Novo), pré-candidato do partido ao Senado, considera difícil sua escolha, mas destaca ter sido o deputado paulista mais votado em 2022. Ele critica a possibilidade de três candidatos de direita dividirem votos.

Outros nomes como Cezinha de Madureira (PL), Marco Feliciano (PL) e Baleia Rossi (MDB) também são considerados.

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