O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu apuração rigorosa e punição a todos os envolvidos no escândalo do Banco Master, que causou prejuízos bilionários a investidores e entidades. A declaração foi dada em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, na TV Brasil. Alckmin afirmou que investigações internas no Banco Central (BC) já deixaram claro o envolvimento de pessoas dentro do órgão fiscalizador. "Tem que ser feita apuração rigorosa, punição rigorosa", disse. O vice-presidente assegurou a liberdade investigativa da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário, sob orientação do presidente Lula. Ele também defendeu o aprimoramento dos instrumentos de controle e o fortalecimento das instituições. A prisão do financista Daniel Vorcaro, novamente pela PF na Operação Compliance Zero, foi mencionada. A operação apura fraudes bilionárias no Banco Master, com rombo estimado em até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos. Alckmin confirmou que deixará o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio em 2 de abril, cumprindo a legislação eleitoral para disputar eleições em outubro. Ele evitou detalhar seu futuro político, mas seguirá como vice-presidente. Sobre a guerra entre EUA e Irã, Alckmin previu pouco impacto econômico no Brasil, apesar do aumento do petróleo que afeta gasolina e diesel. Ele se mostrou otimista com o cenário eleitoral e a percepção da sociedade sobre a economia brasileira, citando o baixo desemprego e a inflação. Alckmin também destacou a aprovação da PEC da Segurança Pública, que visa integrar forças de segurança e fortalecer polícias municipais, além de defender o aumento de penas contra o crime organizado.
POLÍTICA
Alckmin exige punição rigorosa no escândalo do Banco Master
Vice-presidente Geraldo Alckmin pede rigor na apuração do caso Banco Master e defende punição a todos os envolvidos. Ele confirma saída do ministério em abril e comenta cenário econômico e de segurança.