O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que o governo brasileiro monitora os desdobramentos da escalada de tensões no Oriente Médio e avalia os possíveis impactos econômicos, com foco especial no preço do petróleo. A equipe econômica elabora diferentes cenários para orientar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Haddad ressaltou a orientação de Lula para que a equipe analise diversos cenários antes de qualquer medida, desde situações de menor impacto até as mais graves que possam afetar a economia global. "Nós não podemos correr risco de tomar decisões açodadas. Temos que observar, verificar o andar das coisas e estabelecer cenários", disse o ministro.
O ministro destacou que a volatilidade recente no preço do petróleo evidencia um cenário internacional ainda em formação. Ele alertou que decisões estruturais baseadas em movimentos de curto prazo podem gerar riscos desnecessários, comparando o momento atual a episódios recentes que causaram reações imediatas do mercado, mas foram absorvidos com o tempo.
A alta do petróleo pode gerar efeitos indiretos na inflação e nas expectativas de mercado, mas Haddad frisou que a condução da política monetária é atribuição do Banco Central. "O Banco Central é autônomo, tanto do governo quanto do mercado. Ele vai avaliar os dados e decidir a dose adequada", declarou.
A escalada de tensões no Oriente Médio preocupa os mercados internacionais pelo risco de interrupções na oferta de petróleo e gás, o que poderia pressionar os preços de energia e impactar a inflação global. Haddad: Governo analisa impacto da guerra no Irã no preço do petróleo.