O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu nesta terça-feira (10) a necessidade de manter o distanciamento entre o Judiciário, as partes e os interesses em jogo. A declaração foi feita em Brasília durante um encontro com presidentes de tribunais superiores.
O pronunciamento ocorre em meio a críticas dirigidas aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes por supostas relações pessoais com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na semana passada.
Fachin discursou sobre o futuro da magistratura, enfatizando que o Judiciário representa a institucionalidade do país e que a imparcialidade é essencial para a justiça social e a equidade.
“O saudável distanciamento que mantemos das partes e dos interesses em jogo é o que permite, na prática, um mínimo de justiça social. A imparcialidade não é frieza, é a condição de possibilidade da equidade”, afirmou.
O STF retomará em 25 de março o julgamento sobre o pagamento de penduricalhos, benefícios concedidos a servidores públicos que, somados ao salário, ultrapassam o teto remuneratório constitucional.