O preço do ouro aprofundou sua queda nesta semana, atingindo perto de US$ 5.120 por onça, pressionado pela valorização do dólar e pela incerteza econômica global. A escalada do petróleo para além dos US$ 100 o barril, reflexo do conflito no Oriente Médio, alimenta o temor de um aumento da inflação nos Estados Unidos. Em meio a essas tensões, a notícia de que o petróleo supera US$ 100 e Trump culpa "ameaça nuclear iraniana" ganha destaque.
A instabilidade na região, que já completa dez dias, levou grandes produtores de petróleo a reduzir a oferta. Simultaneamente, o índice Bloomberg Dollar Spot, que mede a força da moeda americana, registrou alta de 0,4%. Essa combinação eleva a probabilidade de o Federal Reserve (Fed) manter as taxas de juros elevadas por mais tempo, ou até mesmo promover novos aumentos.
Historicamente, juros altos e um dólar forte desfavorecem os metais preciosos. O ouro, que este ano acumula alta de quase 20%, também tem servido como porto seguro para investidores em meio à volatilidade nos mercados de ações globais, impulsionada por tensões geopolíticas e comerciais. Contudo, a atual conjuntura econômica exige cautela, como aponta a notícia sobre a queda do ouro e alta do petróleo que intensificam temores de inflação global.
A guerra no Oriente Médio, com ataques à infraestrutura energética e ameaças ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, é o principal gatilho para a alta do petróleo e do gás natural. No mercado de metais, a prata caiu 1,6%, a platina recuou mais de 3% e o paládio perdeu 0,9%.