O Diretório Nacional do PSOL rejeitou neste sábado (7) a proposta de federação com o PT, PCdoB e PV por 47 votos a 15. A união era defendida pelo grupo do ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência). Em contrapartida, o partido optou por renovar a federação com a Rede Sustentabilidade e reafirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão expõe a divisão interna no PSOL. De um lado, o grupo de Boulos e da deputada Erika Hilton defendia a aliança com o PT. Do outro, alas como Primavera Socialista e Movimento Esquerda Socialista se opuseram, argumentando que a prioridade deve ser a superação da cláusula de barreira e a ampliação da bancada.
Erika Hilton lamentou a decisão, mas afirmou respeitar a maioria. "Apesar de achar que foi um erro a decisão, evidentemente, respeito a posição da maioria. É uma pena que o partido, em vez de priorizar uma tática voltada à ampliação da nossa bancada, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, e ao fortalecimento mais amplo do campo da esquerda, tenha optado por concentrar seus principais esforços na superação da cláusula de barreira", pontuou.
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) comemorou a decisão. "Muito importante a decisão do PSOL de não fazer federação com o PT. Assim, seguiremos com a nossa independência política, fundamental para defender nosso programa, votar no Congresso conforme nossas convicções, apresentar candidaturas próprias em estados e municípios. Também reafirmamos que estaremos junto a Lula na batalha das eleitoral em outubro", avaliou.
A presidente do PSOL, Paula Coradi, destacou o debate democrático. "O que havia para ser debatido foi debatido de modo amplo e democrático, com todas as tendências do partido colaborando com os temas propostos. Agora, é unir forças para reeleger Lula e ampliar nossa bancada de deputados", disse.
Fonte: O Globo