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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Tarifas de Trump afetam Embraer, mas isenção anima CEO

Tarifas de importação dos EUA impactaram vendas da Embraer em US$ 54 milhões, com queda de 45% no lucro em 2025. CEO celebra zeragem das tarifas e espera benefícios para o setor.

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Tarifas de Trump afetam Embraer, mas isenção anima CEO

A Embraer registrou um impacto de US$ 54 milhões em suas vendas para os Estados Unidos devido às tarifas de importação impostas pelo governo Donald Trump, afetando principalmente o segmento de jatos executivos. O lucro líquido ajustado da fabricante brasileira caiu 45% em 2025, totalizando R$ 1,4 bilhão (US$ 253 milhões) em comparação com o ano anterior. O impacto total das tarifas, incluindo produtos em estoque, chegou a US$ 80 milhões, com 85% direcionados à aviação executiva.

Apesar dos reveses, a Embraer alcançou receitas recordes em 2025, com R$ 41,9 bilhões (US$ 7,6 bilhões), um aumento de 18% em relação ao ano anterior. O CEO da empresa, Francisco Gomes Neto, anunciou que as tarifas foram zeradas a partir de 24 de fevereiro, incluindo motores e peças, o que ele classificou como uma decisão positiva e justa, já que a Embraer era a única fabricante a pagar tais impostos.

Com a isenção tarifária, a expectativa é de benefícios para clientes e fornecedores americanos, facilitando a renovação de frotas pelas companhias aéreas. Cerca de 45% das peças utilizadas nos aviões da Embraer são de origem americana. A empresa espera que a isenção seja uma medida de longo prazo, embora acompanhe de perto a volatilidade geopolítica.

A Embraer avalia ações de outras fabricantes para recuperar tarifas pagas retroativamente, após decisão da Suprema Corte dos EUA declarar a cobrança ilegal. A companhia também monitora a situação no Oriente Médio, mas não detectou até o momento casos críticos que afetem as entregas planejadas para este ano, com projeção de entregar entre 80 a 85 jatos comerciais e 160 a 170 jatos executivos, com receita estimada entre US$ 8,2 e US$ 8,5 bilhões.

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