Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Gasolina e diesel ficam mais caros nos postos; Petrobras avalia cenário

Alta nos preços da gasolina e diesel ocorre após início de guerra no Irã. Petrobras avalia cenário internacional e mantém preços, mas pode ajustar se volatilidade persistir.

Compartilhe
WhatsApp
Gasolina e diesel ficam mais caros nos postos; Petrobras avalia cenário

Os preços da gasolina e do diesel subiram nos postos de todo o Brasil nesta semana, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 o litro, um aumento de 0,33%. Já o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08, com alta de 0,83%.

A elevação nos preços ocorre em meio à tensão global gerada pelo início da guerra no Irã, que elevou o preço do barril de petróleo para mais de US$ 90. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) e a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) já haviam alertado para a tendência de alta.

Em nota, a Fecombustíveis indicou que as distribuidoras têm aumentado os preços de fornecimento aos postos, possivelmente devido ao aumento dos custos de refino e importação.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira que a empresa não considera repassar imediatamente a volatilidade do preço do petróleo para os combustíveis no Brasil. Segundo ela, a política de repasse automático de variações para cima ficou no passado. No entanto, Magda ressaltou que, se a alta do petróleo for consistente, a Petrobras pode ter que "exigir respostas mais rápidas".

A Petrobras, principal fornecedora do país, ainda não reajustou seus preços, analisando a duração do conflito e o comportamento do mercado internacional. Fontes indicam que a estatal está vendendo diesel 64% mais barato e gasolina 27% mais barata no Brasil em comparação com o mercado internacional, os maiores patamares de defasagem já registrados, segundo a Abicom.

A Abicom ressalta a necessidade de importação de cerca de 30% do diesel e 10% da gasolina demandados no país, devido à capacidade limitada das refinarias nacionais.

Leia também