A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (6) que a companhia buscará evitar o repasse da volatilidade do preço do petróleo ao consumidor brasileiro. Com o barril cotado a US$ 90, Chambriard garantiu que a empresa está preparada para diversos cenários, citando flutuações entre US$ 55 e US$ 85.
"Nossa política segue sólida. Observamos as paridades internacionais de petróleo sem repassar as volatilidades para o mercado interno", declarou a presidente, em conferência de resultados financeiros de 2025. A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 110,129 bilhões no ano passado, um aumento de 200% em relação a 2024.
Chambriard ressaltou a resiliência da companhia em lidar com variações, mesmo com a instabilidade geopolítica atual, como a guerra no Irã. "Temos que estar preparados. Se for US$ 85 ou US$ 55 temos que estar preparados", reforçou.
No entanto, a presidente admitiu que uma alta consistente e expressiva do petróleo pode exigir "respostas mais rápidas". "Se essa volatilidade for grande e a subida for grande assim, ela vai exigir respostas mais rápidas", ponderou.
Claudio Romeo Schlosser, diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, destacou a posição privilegiada da empresa no frete de exportação de petróleo, com 30% em contratos de longo prazo, ante uma média de mercado inferior a 10%. Ele também assegurou que a estratégia comercial da empresa foi desenhada para momentos de volatilidade, garantindo o cumprimento do planejamento de importação e exportação de derivados.