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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Debate na USP termina em briga com estudantes e vereador trocando acusações

Estudantes e seguranças do vereador Lucas Pavanato se agrediram durante um debate na USP. Um jovem foi hospitalizado e acusações de violência mútua foram feitas por ambos os lados.

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Debate na USP termina em briga com estudantes e vereador trocando acusações

Um debate promovido pelo vereador Lucas Pavanato (PL-SP) na Universidade de São Paulo (USP) na última quarta-feira (4) terminou em confusão generalizada. Estudantes acusam seguranças do parlamentar de agressão, resultando em um jovem hospitalizado. Por outro lado, Pavanato e a vereadora Eduarda Campopiano (PL-SP) alegam que foram os estudantes que iniciaram a confusão e que a vereadora foi agredida fisicamente.

O evento, segundo Pavanato, visava discutir seus projetos sobre temas como aborto e cotas raciais, inspirado em modelos de ativistas conservadores americanos. Ele montou uma tenda com banners, incluindo a frase "Aborto é assassinato". Professores da USP criticaram a iniciativa, considerando-a um ataque aos direitos das mulheres e à universidade pública.

Em resposta, alunos organizaram um protesto com som alto e faixas. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP relatou em nota que os estudantes foram "covardemente agredidos" pelos seguranças, com uso de spray de pimenta e que estes "atropelaram os estudantes jogando o carro por cima deles". Um estudante foi atendido no Hospital Universitário e liberado.

Pavanato, que afirma andar com seguranças após sofrer ameaças de morte, contrariou a versão, alegando que os "militantes do DCE" o hostilizaram com som alto e que ele foi atingido por uma garrafa. Ele também denunciou que pessoas de seu grupo sofreram agressões piores.

A vereadora Eduarda Campopiano relatou ter sido agredida com um soco na boca por um estudante que tentou roubar seu celular. Ela disse ter recuperado o aparelho com a ajuda de um segurança de Pavanato e registrou boletim de ocorrência.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) registrou o caso da vereadora como lesão corporal e furto. Segundo a pasta, a briga na USP envolveu "agressões mútuas", com dois alunos feridos, encaminhados para exames. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.

A reitoria da USP emitiu nota repudiando "qualquer tipo de violência" que restrinja a liberdade de opinião, reafirmando a universidade como espaço de "debate plural" e "convivência entre diferentes perspectivas".

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