Em um cenário dominado por smartphones que buscam prender a atenção do usuário, três empresas apresentaram em Barcelona, durante o Mobile World Congress (MWC 2026), alternativas focadas em privacidade e na desconexão voluntária. As novidades vão na contramão das gigantes do setor, oferecendo funcionalidades básicas e maior controle sobre os dados.
A americana Light Phone lança seu terceiro modelo, com preço de US$ 699. O aparelho, projetado para ser usado o mínimo possível, oferece apenas chamadas, mensagens e acesso ao 5G, excluindo redes sociais. O CEO Kaiwei Tang explica que o objetivo é combater a "economia da atenção" e auxiliar jovens, entre 20 e 30 anos, a controlarem sua relação com a tecnologia.
A finlandesa Jolla, composta por ex-funcionários da Nokia, apresenta seu novo telefone por 649 euros (US$ 755). Com um sistema operacional próprio, o dispositivo roda aplicativos Android sem os serviços do Google, como WhatsApp e Spotify. A empresa busca atender à demanda por tecnologias europeias e, apesar de montar o telefone na Finlândia, depende de componentes asiáticos.
Já as suíças Punkt e Apostrophy trazem um telefone com tela dividida. Um "cofre" seguro, com aplicativos da Proton, pode ser acessado com um gesto. O aparelho, que custa US$ 813, permite ao usuário controlar o nível de segurança e o acesso aos dados. Aplicativos não utilizados por três dias são movidos para um nível de segurança mais alto. Após o primeiro ano, o uso do sistema operacional tem uma taxa mensal de cerca de dez dólares, reforçando o lema da marca: "Se você não paga pelo produto, então você é o produto".