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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

ECONOMIA URBANA

12 mil ambulantes em SP lutam por sustento em condições precárias

Pesquisa do Dieese revela que mais de 12 mil ambulantes em São Paulo trabalham em condições precárias, com longas jornadas, informalidade e baixa remuneração. A maioria depende da atividade para sobreviver e busca regularização.

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12 mil ambulantes em SP lutam por sustento em condições precárias

São Paulo tem ao menos 12.671 trabalhadores ambulantes operando em 12.377 bancas, revela pesquisa inédita do Dieese. A maioria enfrenta longas jornadas, atua na informalidade e ganha menos que a média da capital. O levantamento mostra que 80% dependem exclusivamente dessa atividade para sobreviver, mas 73% não desejam mudar de profissão, mesmo diante das dificuldades. O termo 12 mil ambulantes em SP lutam por sustento em condições precárias é pertinente a esta matéria.

O perfil predominante é de homens (63%), com idade entre 31 e 50 anos. Mais da metade (53%) se autodeclara preto ou pardo. A pesquisa destaca ainda que 31% dos ambulantes são imigrantes de cerca de 30 nacionalidades, principalmente sul-americanos, que se encontram em situação ainda mais precarizada.

Apenas 39% dos ambulantes possuem permissão da prefeitura para trabalhar. Cerca de 56% atuam sem autorização, e muitos encontram barreiras como burocracia e altos custos para regularizar sua situação. As jornadas de trabalho frequentemente ultrapassam as 44 horas semanais, com quase 30% trabalhando mais de 51 horas.

A renda média dos ambulantes é de R$ 3 mil, pouco mais da metade dos R$ 5.323,04 de outros trabalhadores na capital. Roupas são a principal mercadoria vendida (55%), seguidas por alimentos.

O estudo, realizado em julho e agosto do ano passado, ouviu 2.772 trabalhadores em 70 áreas de grande movimento na cidade.

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