O aumento das tensões no Oriente Médio pode impulsionar exportações de petróleo do Brasil com maiores exportações de combustíveis, segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O conflito eleva os preços internacionais do petróleo, favorecendo o país, que é um exportador líquido do produto.
Por outro lado, a instabilidade na região pode impactar temporariamente as vendas de alimentos brasileiros, como milho, carne de frango e açúcar, importantes mercados consumidores no Oriente Médio. Cerca de 32% do milho e 30% da carne de aves exportados pelo Brasil têm destino à região. Brandão acredita que a demanda por alimentos deve se normalizar após a resolução do conflito.
Os dados da balança comercial também revelam mudanças nas relações com outros parceiros. As exportações para os Estados Unidos caíram 20,3% em fevereiro, impactadas por sobretaxas impostas anteriormente. Em contrapartida, as vendas para a China cresceram 38,7% no mesmo período, impulsionadas, em parte, pela importação de uma plataforma de petróleo. As exportações para a União Europeia também registraram alta de 34,7%, enquanto o comércio com a Argentina apresentou retração em ambos os sentidos.