O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão terá cerca de R$ 1 bilhão em investimentos de parceiros privados nos próximos três anos e deve ganhar voos para 30 novos destinos, incluindo 18 internacionais. As informações foram apresentadas nesta terça-feira (13), durante evento no terminal que marcou a assinatura do contrato da Aena, nova concessionária do aeroporto.
Entre os destinos previstos estão Nova York, Dallas, Salta, Lima, Toronto e Montreal. Também está prevista a ampliação da oferta de voos para Paris, Miami, Lisboa e Frankfurt.
Os investimentos serão destinados a projetos de hotelaria, logística, manutenção de aeronaves e outras atividades. Segundo a Aena, os aportes devem gerar 3.860 empregos.
Um hotel de bandeira internacional receberá R$ 90 milhões e terá 232 quartos, com possibilidade de expansão para até 426 unidades. A operação ficará a cargo da bUP.
A BYD investirá R$ 300 milhões em um centro de testes de 184 mil metros quadrados, com previsão de criação de 1.200 empregos. A Gol anunciou um hangar de manutenção de 56 mil metros quadrados, com aporte de R$ 100 milhões e estimativa de 800 empregos.
A Hire Capital implantará um galpão logístico de 120 mil metros quadrados para locação, em um projeto de R$ 430 milhões voltado aos mercados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. A empresa também ampliará um galpão já existente de 22 mil para 40 mil metros quadrados, com investimento de R$ 54 milhões.
Os investimentos diretos da Aena ainda não foram definidos. De acordo com Santiago Yuz, executivo da empresa, as primeiras melhorias percebidas pelos passageiros devem ocorrer no início de 2027, com avanços em indicadores de qualidade, infraestrutura, elevadores e sistema de climatização.
A Aena também pretende atrair companhias aéreas domésticas e internacionais, incluindo empresas de baixo custo, além de operadores de carga. O Galeão recebeu 17,5 milhões de passageiros em 2025 e deve encerrar 2026 com cerca de 19 milhões, mas ainda tem aproximadamente metade da capacidade, estimada em 37 milhões de passageiros, disponível.
Yuz afirmou que a concessionária pretende integrar o Galeão aos outros 17 aeroportos administrados pela Aena no país. Essa rede movimentou 63 milhões de passageiros em 2025.
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, afirmou que a relicitação do Galeão foi viabilizada por novas condições contratuais destinadas a garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. Segundo ele, o crescimento do aeroporto depende de uma atuação coordenada no setor aéreo e no Rio de Janeiro.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, disse que a operação entre o Galeão e o Santos Dumont seguirá a redução gradual da restrição de passageiros estabelecida para o aeroporto central, conforme acordo firmado com o Tribunal de Contas da União (TCU). França afirmou ainda que não há estudo em andamento para uma eventual licitação do Santos Dumont.
Fonte: O Globo