O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), um dia após ter sido afastado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A renúncia ocorre em meio a investigações da Polícia Federal (PF) sobre suspeita de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal.
Dr. Furlan e o vice-prefeito, Mario Neto, são investigados na Operação Paroxismo, que apura um esquema de fraude em licitação e desvio de verbas públicas. Segundo a PF, há indícios de direcionamento de licitação, lavagem de dinheiro e movimentações financeiras suspeitas em um contrato de R$ 70 milhões com a empresa Santa Rita Engenharia Ltda.
Em seu ofício de renúncia à Câmara Municipal, Furlan alegou que concorrerá ao cargo de governador do estado nas eleições deste ano, o que exige a renúncia da prefeitura, conforme a Constituição Federal.
Com o afastamento de Furlan e Neto, o presidente da Câmara de Vereadores, Pedro dos Santos Martins (Pedro DaLua), assumiu interinamente a prefeitura de Macapá.