Ir para o conteúdo

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Fechamento do Estreito de Ormuz força agro brasileiro a buscar novas rotas para o Oriente Médio

Fechamento do Estreito de Ormuz, corredor vital para exportações brasileiras de frango para o Oriente Médio, impulsiona busca por rotas alternativas. Setor garante continuidade do fluxo comercial e mantém negócios aquecidos na região.

Compartilhe
WhatsApp
Fechamento do Estreito de Ormuz força agro brasileiro a buscar novas rotas para o Oriente Médio

O agronegócio brasileiro está redefinindo rotas de exportação para o Oriente Médio após o fechamento do Estreito de Ormuz, principal corredor para o escoamento de produtos como o frango. No ano passado, mais de 95 mil contêineres de frango passaram por essa via estratégica. O conflito na região elevou os riscos, levando companhias marítimas a suspenderem a oferta de contêineres para cargas brasileiras. Contudo, a partir de terça-feira, novas opções de trajeto começaram a ser viabilizadas para garantir a entrega das cerca de 5 mil toneladas diárias enviadas à região.

Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), informou que navios já em trânsito prosseguem viagem, mas cargas podem ser redirecionadas ou armazenadas. Ele assegurou que não há, por ora, rupturas no fluxo comercial. O Ministério da Agricultura se prontificou a auxiliar nas necessárias alterações documentais.

Uma das rotas alternativas utiliza o estreito de Bab al-Mandab, acessando o Mar Vermelho e a costa saudita. Outra opção combina transporte marítimo e terrestre: desembarque em Omã, no Porto de Salalah, e posterior transporte por caminhões refrigerados até destinos como Dubai, devido ao fechamento do Canal de Suez. Uma terceira via envolve a entrega de cargas no porto de Khorfakkan, nos Emirados Árabes Unidos, antes do Estreito de Ormuz.

O Oriente Médio é um mercado crucial para o frango brasileiro, com a Arábia Saudita importando mais da metade de suas necessidades do Brasil, os Emirados Árabes importando 74% e a Jordânia, 90%. Os 12 países da região atendidos pelo Brasil absorvem entre 100 mil e 120 mil toneladas mensais, correspondendo a 15% da produção nacional.

Marcondes Moser, CEO da Villa Germania, destacou a manutenção do contato com clientes na região e o fechamento de negócios, como a venda de 270 toneladas de patos para a Arábia Saudita. Ele ressaltou a busca por alternativas de rotas com o fechamento de Ormuz, mencionando a costa oeste da Arábia Saudita como uma opção para antecipar embarques.

Leia também