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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Alckmin deixa ministério em abril, mas segue como vice

Geraldo Alckmin deixará o Ministério do Desenvolvimento em abril, mas seguirá como vice-presidente. A decisão cumpre prazos eleitorais para 2026. Acordo Mercosul-UE e avanços no comércio exterior foram destaques. Futuro político ainda em definição.

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Alckmin deixa ministério em abril, mas segue como vice

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (5) que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) em 4 de abril. A data cumpre o prazo eleitoral de desincompatibilização, exigido a seis meses do primeiro turno das eleições de outubro.

Alckmin permanecerá como vice-presidente, cargo que não exige a mesma janela de desincompatibilização. Ele poderá continuar na função mesmo disputando as eleições de 2026, desde que não assuma a Presidência durante o período.

A regra eleitoral impede que o vice assuma temporariamente a Presidência nos seis meses anteriores à eleição, sob risco de se tornar inelegível.

Em sua despedida do Mdic, Alckmin participou da apresentação dos números da balança comercial de fevereiro. Ele ressaltou a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que deve entrar em vigor em maio após mais de duas décadas de negociação.

O vice-presidente destacou a inclusão de salvaguardas para proteger a indústria nacional contra importações excessivas. Alckmin também mencionou os avanços no Portal Único de Comércio Exterior, que já responde por 50% das operações de importação e deve estar totalmente implementado até o fim do ano, com potencial de redução de custos de mais de R$ 40 bilhões anuais.

O futuro político de Alckmin ainda está em negociação. As opções incluem a disputa pela vice-presidência na chapa de Lula, o governo de São Paulo ou uma vaga ao Senado. A definição dependerá da consolidação de alianças e candidaturas nos próximos meses.

Fonte: Agência Brasil

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