Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Ações do Pão de Açúcar disparam após anúncio de renegociação de dívidas

Ações do Grupo Pão de Açúcar disparam após anúncio de negociações com credores para repactuação de dívidas. Empresa busca reforçar liquidez e melhorar perfil de endividamento.

Compartilhe
WhatsApp
Ações do Pão de Açúcar disparam após anúncio de renegociação de dívidas

As ações do Grupo Pão de Açúcar (GPA) registraram um salto de 14,67%, liderando os ganhos na B3 nesta quarta-feira, com o fechamento em R$ 2,97. A recuperação expressiva ocorreu após uma queda de 13% no pregão anterior. O mercado reagiu positivamente a um comunicado da empresa informando que está em "negociações construtivas com determinados credores para repactuação de dívidas financeiras e outras obrigações de curto prazo não relacionadas à operação".

O GPA confirmou que analisa diversas alternativas para melhorar seu perfil de endividamento e que contratou consultores para auxiliar no processo. A companhia ressaltou que a operação diária, incluindo o relacionamento com fornecedores, clientes e parceiros, não é afetada pelas negociações, que visam unicamente reforçar a liquidez.

Com a alta, o valor de mercado da empresa aumentou de R$ 1,27 bilhão para R$ 1,45 bilhão. Segundo a agência Bloomberg, o Pão de Açúcar contratou o escritório Munhoz Advogados, especializado em reestruturação de dívidas, para intermediar a negociação com credores. A empresa, no entanto, nega a possibilidade de recuperação judicial.

O setor varejista brasileiro tem sido impactado pelas altas taxas de juros e pelo endividamento. O GPA, em particular, enfrenta dificuldades para reestruturar seu negócio de alimentos e já anunciou medidas para mitigar riscos associados aos vencimentos de dívidas em 2026, como renegociação de contratos, corte de investimentos, alienação de imóveis e redução de sortimento de produtos.

A relação entre a dívida líquida e o Ebitda do GPA subiu para 2,4 vezes no fim de 2025, com a dívida líquida alcançando R$ 2,08 bilhões. Recentemente, a rede de supermercados contratou a Alvarez & Marsal para auxiliar no plano de eficiência para 2026.

Leia também