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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA INTERNACIONAL

Lula critica gastos com armas e defende paz mundial

Em discurso na FAO, presidente Lula criticou corrida armamentista e defendeu que recursos sejam usados para combater a fome mundial. Ele questionou a ONU e o Conselho de Segurança.

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Lula critica gastos com armas e defende paz mundial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelou nesta quarta-feira (4) por um compromisso global com a paz e o combate à fome, criticando os vultuosos gastos com armamentos. Durante a abertura da 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, Lula destacou que a região é "a única zona de paz no mundo". Ele questionou a priorização de investimentos em defesa, que somaram US$ 2,7 trilhões no ano passado, em detrimento da erradicação da fome. "Se pegássemos o dinheiro que foi gasto em armamentos... e dividíssemos entre os 630 milhões de seres humanos que passam fome, daria pra ter distribuído US$ 4.285 para cada pessoa", afirmou.

O presidente fez um apelo direto aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (França, Inglaterra, Rússia, China e Estados Unidos), instando-os a focar na crise alimentar ao invés de "fortalecimento do armamento". Lula lamentou que os países priorizem a produção de armamentos, como drones e aviões de caça, que servem para "destruir", em vez de alimentos.

Em seu discurso, Lula também criticou a iniciativa de Donald Trump de criar um conselho para reconstruir Gaza, comparando a ação a uma tentativa de "resort" em meio à destruição. Ele ressaltou que a fome não é um problema natural, mas sim resultado da "irresponsabilidade" dos governantes.

Ao final, Lula elogiou o papel da FAO, mas criticou a ONU por se tornar "desacreditada" e não cumprir sua carta de criação. "A ONU não está cumprindo aquilo que está escrito na sua carta de criação, em 1945", disse. Ele questionou por que a organização não convocou uma conferência mundial para discutir os conflitos e finalizou sugerindo que os líderes deveriam se orgulhar da capacidade de alimentar o mundo, e não do poderio militar.

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