A LCM Construção e Comércio, líder em contratos de pavimentação no governo Lula, é alvo de investigações por suposta fraude em licitações. A empresa conquistou R$ 181 milhões em contratos após disputar pregões com companhias registradas em nome de beneficiários do Auxílio Emergencial e localizadas em um conjunto habitacional no Pará. Empresas como a Blue Wave Engenharia e a Multi Energy Empreendimentos, cujos representantes alegam desconhecimento e uso indevido de seus dados, teriam participado como concorrentes fictícias para viabilizar as vitórias da LCM.
A LCM acumula R$ 8,3 bilhões em contratos na gestão atual, superando em 25% o volume do governo Bolsonaro. Investigações apuram suspeitas de formação de cartel e superfaturamento em obras rodoviárias. A LCM nega irregularidades e afirma atuar com ética e transparência.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) repudiou qualquer prática fraudulenta e reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência.
Empresários ligados às empresas concorrentes, como Walter de Cristo Miranda e Joel Costa Fialho, afirmaram que seus nomes e dados foram usados indevidamente. Miranda, dono da Blue Wave, disse que sua empresa familiar não tem capacidade para grandes obras. Fialho, ex-representante da Multi Energy, suspeita que as empresas sejam usadas para simular concorrência.
A participação nessas licitações é possível devido a um processo que prioriza o registro e a regularização cadastral, com a checagem de capacidade técnica ocorrendo em uma etapa posterior. Isso permite que empresas sem estrutura real participem para simular concorrência e influenciar o resultado dos pregões.