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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Shell propõe R$ 3,5 bilhões para Raízen e defende manutenção da integração

A Shell propôs injetar R$ 3,5 bilhões na Raízen para combater o endividamento e defende a manutenção da integração da companhia. A Cosan é incentivada a fazer aporte similar.

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Shell propõe R$ 3,5 bilhões para Raízen e defende manutenção da integração

A Shell anunciou uma proposta de injeção de R$ 3,5 bilhões na Raízen, em um movimento para reduzir o endividamento da companhia. Cristiano Pinto da Costa, presidente da Shell, declarou que a petroleira, coproprietária da Raízen com a Cosan, espera que a sócia também realize um aporte de mesmo valor.

As negociações visam manter a Raízen como uma empresa integrada, atuando nas áreas de etanol e distribuição de combustíveis. "A Shell se comprometeu a colocar R$ 3,5 bilhões na capitalização da Raízen para manter a empresa como uma companhia integrada de etanol e distribuição de combustível. A expectativa é que o outro acionista entre de maneira proporcional", afirmou Costa em entrevista a jornalistas.

Costa explicou que a prioridade da Shell é a proporcionalidade e evitar que a dívida da Raízen seja consolidada em seu próprio balanço. Ele admitiu que ainda não há um prazo definido para a conclusão das negociações.

Uma alternativa em discussão é a divisão da Raízen em duas operações independentes. "A Shell não se opõe a uma separação dos negócios, mas, dada a complexidade da dívida da Raízen e a interdependência entre as duas unidades, a sequência mais plausível é tentar recapitalizar a empresa e depois considerar uma separação. Entendemos que essa também é a preferência dos credores", disse o executivo.

O presidente da Shell também revelou que a empresa buscou, sem sucesso, novos investidores para a Raízen, que acumula dívidas superiores a R$ 55 bilhões e tem vendido ativos para reduzi-las. "Fizemos um data room. A Shell colocou todos os esforços junto a potenciais investidores, mas esse processo não conseguiu trazer um novo sócio. Por isso, a conversa está entre os atuais sócios e os bancos privados.", concluiu.

Fonte: O Globo

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