O governo federal estuda ampliar o acesso ao programa Minha Casa, Minha Vida, com foco em famílias de classe média. A proposta do Ministério das Cidades, enviada ao Conselho Curador do FGTS, sugere elevar a faixa de renda de R$ 12 mil para R$ 13 mil e o teto do valor do imóvel de R$ 500 mil para R$ 600 mil. A faixa 3 também pode ter o valor do imóvel ampliado de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
A proposta inclui reajustes na renda para todas as faixas do programa. A faixa 1 passaria de R$ 2.850 para R$ 3.200; a faixa 2, de R$ 4,7 mil para R$ 5 mil; e a faixa 3, de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil.
O setor da construção civil pressiona pela correção dos valores. O Ministério das Cidades baseou a nova tabela na quantidade de salários mínimos.
A proposta, contudo, foi enviada ao grupo técnico do FGTS sem estudos de impacto orçamentário para 2026. Técnicos decidiram adiar a discussão para a próxima semana. A aprovação final depende do Conselho Curador, com reunião prevista para o final de março.
Conselheiros do FGTS demonstram preocupação com o impacto de medidas recentes nas contas do Fundo, como saques emergenciais e empréstimos a santas casas. A projeção indica uma retirada de R$ 60,8 bilhões nos próximos cinco anos.
Em novembro, o conselho aprovou um orçamento de R$ 160,5 bilhões para habitação em 2026 e 2027, com previsão de R$ 155,5 bilhões para os anos seguintes. Há uma projeção de recuo nas aplicações do FGTS em títulos públicos, que reduzem a disponibilidade de caixa, de R$ 24,762 bilhões para R$ 22,951 bilhões em 2029.
Fonte: O Globo