O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,261, com alta de 1,87%, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. A Bolsa de Valores brasileira acompanha o pessimismo global e registra a maior queda do ano, com recuo de 3,27%.
A instabilidade global, impulsionada pelo agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar. O temor de desabastecimento de energia aumentou com o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã e a suspensão da produção de gás natural pelo Catar.
O petróleo Brent subiu mais de 4% e o gás natural na Europa avançou 22%. A alta das commodities energéticas eleva a preocupação com a inflação global e a desaceleração econômica.
No mercado de ações, o Ibovespa caiu para 183.104 pontos, o menor patamar desde 6 de fevereiro. As principais bolsas asiáticas, europeias e americanas também registraram quedas significativas.
No cenário doméstico, o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, mas perdeu força no quarto trimestre, com alta de apenas 0,1%. A desaceleração econômica pode levar o Banco Central a cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, em vez dos 0,50 ponto esperados anteriormente.