A ex-deputada federal Marília Arraes anunciou nesta sexta-feira (28/02/2026) sua desfiliação do Solidariedade e a filiação ao PDT. A mudança oficializa sua candidatura ao Senado por Pernambuco nas próximas eleições. A cerimônia de filiação está marcada para 12 de março.
Líder nas pesquisas de intenção de voto no estado, Marília declarou que sua candidatura ao Senado é um compromisso com os eleitores pernambucanos. "Não tem volta atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população que quer que a gente esteja no Senado", afirmou, citando dados recentes do Datafolha.
A movimentação ocorre em um cenário de articulação política na esquerda para a formação da chapa apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco. Marília reforçou nas redes sociais seu apoio a Lula e ao prefeito de Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao governo estadual.
A candidatura de Marília ao Senado posiciona-se em oposição a figuras como o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e lideranças do Centrão, incluindo Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP). A única vaga definida no diretório petista é a reeleição do senador Humberto Costa (PT).
Aliados de Marília Arraes consideram sua liderança nas pesquisas um fator decisivo para sua inclusão na chapa de apoio a Lula no estado. A articulação política em Pernambuco envolve o apoio a João Campos para o governo e a definição da segunda vaga para o Senado. Discussões com o PSD nacional sobre o apoio à reeleição de Lula podem influenciar o cenário eleitoral local.
A pesquisa Datafolha divulgada em fevereiro aponta Marília Arraes com liderança consolidada para o Senado, variando entre 36% e 41% das intenções de voto, superando inclusive o senador Humberto Costa. A ex-petista deixou o PT em 2022 e já havia anunciado sua pré-candidatura ao Senado em outubro passado, com apoio de João Campos.
A filiação ao PDT é vista como um movimento estratégico para viabilizar a composição da chapa majoritária em Pernambuco, após especulações sobre uma candidatura avulsa. Marília destacou a convergência com João Campos para combater o bolsonarismo e a necessidade de sua presença na chapa como única mulher cotada, liderando as pesquisas.
Fonte: O Globo