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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

58% dos manifestantes na Paulista defendem prisão por atos de 8 de janeiro

Pesquisa aponta que maioria dos participantes do ato na Avenida Paulista defende prisão para envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Anistia é defendida por 39% dos manifestantes.

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58% dos manifestantes na Paulista defendem prisão por atos de 8 de janeiro

A maioria dos manifestantes que participaram do ato bolsonarista na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (2), defende a punição para os envolvidos nos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. Segundo pesquisa do Monitor do Debate Político, do Cebrap, 58% concordam com a prisão de quem cometeu violência ou vandalismo. Um ato na Paulista reuniu lideranças da direita contra governo e STF, com manifestantes pedindo impeachment de Moraes e Toffoli. O ato, intitulado "Acorda Brasil", foi convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e reuniu cerca de 20,4 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político. Foi o segundo menor ato bolsonarista na Paulista, conforme o levantamento.

Dentro desse grupo, 33% acreditam que os condenados devem cumprir as penas estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 25% defendem a redução das penas, mesmo que a detenção seja cumprida.

A pesquisa, coordenada por Pablo Ortellado e Márcio Moretto, da USP, em parceria com a ONG More in Common, também mostrou que 39% dos manifestantes defendem anistia para os envolvidos nos atos violentos, enquanto 3% não souberam responder.

Quando a pergunta se refere a presos que não participaram diretamente da depredação, a visão muda. De acordo com 91% dos entrevistados, a anistia deveria ser concedida. Apenas 5% defendem a redução das penas.

No caso de políticos e militares condenados por tentativa de golpe de Estado, o pedido de anistia é ainda maior: 81% dos manifestantes. Outros 7% concordam com a redução das penas, e 7% com o cumprimento da prisão.

A pesquisa ouviu 704 pessoas entre 13h e 17h na Avenida Paulista.

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