A crescente instabilidade no Oriente Médio ameaça causar a maior disrupção no mercado global de gás desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. O Estreito de Ormuz, rota vital por onde passa 20% das exportações mundiais de gás natural liquefeito (GNL), está virtualmente paralisado, segundo dados de rastreamento de navios. O Catar, segundo maior exportador de GNL, tem grande parte de sua produção destinada à Ásia, principal mercado comprador. Importadores asiáticos, como China e Índia, já buscam fontes alternativas de fornecimento. Egito também enfrenta dificuldades com o fechamento de campos em Israel. Especialistas alertam que qualquer atividade naval no Estreito de Ormuz ou interrupção na produção catariana terá impacto altista nos preços. A Ásia, particularmente dependente do GNL do Catar, é mais vulnerável a esses efeitos. Onze navios-tanque de GNL já desviaram de rota para evitar a região. Empresas japonesas de navegação orientaram suas embarcações a aguardar em águas seguras ou evitar a área. A persistência do conflito e das restrições à navegação pode forçar cortes na produção de GNL, elevando os preços. Contratos de longo prazo também podem ser afetados, atrelados ao preço do petróleo Brent. A Turquia, que importa gás por gasoduto do Irã, pode ter que recorrer a compras de GNL, aumentando a pressão sobre os preços.
ECONOMIA
Crise no Irã ameaça mercado global de gás com interrupções sem precedentes
A escalada da crise no Oriente Médio coloca em risco o fornecimento global de gás natural. O Estreito de Ormuz, passagem crucial para 20% das exportações de GNL, está paralisado, com compradores asiáticos buscando alternativas e preços em potencial alta. A situação remete às interrupções causadas pela guerra na Ucrânia em 2022.