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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Ataques ao Irã geram incerteza nos mercados globais de petróleo

Tensões geopolíticas elevam incerteza no fornecimento global de petróleo após ataques americanos ao Irã. Analistas temem impacto no Estreito de Ormuz e volatilidade nos preços.

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Ataques ao Irã geram incerteza nos mercados globais de petróleo

A decisão do presidente Donald Trump de atacar o Irã eleva os riscos para o fornecimento global de petróleo. O Irã, quarto maior produtor da Opep, produz cerca de 3,3 milhões de barris diários, mas sua influência se estende muito além da sua produção.

O país controla um lado do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial. Apesar de aberto, o estreito já registra o desvio de navios e o acúmulo de embarcações, segundo dados da Bloomberg.

Os mercados de petróleo operavam fechados no fim de semana, sem informações sobre o impacto dos ataques e possíveis retaliações iranianas em ativos de energia.

Produção Iraniana sob Pressão: Apesar das sanções, o Irã elevou sua produção para 3,3 milhões de barris/dia, desviando 90% das exportações para a China. As principais instalações, como os campos de Ahvaz e Marun e a refinaria de Abadan, além do terminal logístico na Ilha de Kharg, podem ser alvos.

Explosões na Ilha de Kharg foram reportadas, mas sem detalhes sobre o terminal de petróleo. A ilha é crucial para exportações, com capacidade para dezenas de milhões de barris. O Irã utiliza uma frota de petroleiros envelhecidos, muitos com transponders desativados, para contornar sanções.

No início do mês, o Irã encheu petroleiros na Ilha de Kharg, possivelmente para escoar o máximo de petróleo antes de um possível ataque, repetindo uma tática de junho passado.

Ataques à Ilha de Kharg seriam um golpe devastador para a economia iraniana. Instalações de gás natural em Assaluyeh e Bandar Abbas, importantes para exportação de condensado, também estão na região.

Perigos Regionais e o Estreito de Ormuz: O Irã alertou sobre uma "guerra regional" em caso de ataque e considera o fechamento do Estreito de Ormuz, um gargalo para exportações de petróleo e gás. O Catar, grande exportador de GNL, também depende da passagem.

Navios de gás para e do Catar interromperam viagens após ataques recentes. Embora Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tenham rotas alternativas por oleodutos, o fechamento do estreito causaria interrupções massivas e alta nos preços.

Arábia Saudita e outros produtores do Golfo aceleraram embarques em fevereiro. A Arábia Saudita atingiu 7,3 milhões de barris/dia nos primeiros 24 dias do mês. Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos devem aumentar exportações em quase 600 mil barris/dia.

O Irã já realizou retaliações no passado, como o ataque à refinaria de Abqaiq, na Arábia Saudita, em 2019. Observadores consideram mais prováveis ações de menor impacto, como assédio a embarcações ou uso de minas marítimas.

Reações do Mercado: A guerra em junho de 2023 elevou o Brent acima de US$ 80, mas os ganhos foram temporários. Preocupações com excesso de oferta dominaram o mercado desde então.

Apesar disso, os preços subiram 19% este ano, impulsionados pelo temor de ataques ao Irã. Com os mercados fechados, a reação imediata é limitada, mas o West Texas Intermediate já precificava alta de até 12%.

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