Forças especiais belgas interceptaram no Mar do Norte um petroleiro da chamada "frota fantasma" da Rússia. O navio, que utilizava bandeira falsa da Guiné, foi escoltado ao porto de Zeebruges, onde será confiscado.
A operação, anunciada neste domingo pelo chanceler belga Maxime Prévot, ocorreu em colaboração com países do G7, nórdico e báltico, e com apoio das forças navais francesas. Segundo Prévot, a apreensão é um "golpe importante" contra a frota usada por Moscou para driblar sanções ocidentais impostas devido à guerra na Ucrânia. O termo "Bélgica apreende petroleiro russo em operação contra "frota fantasma"" se refere a este evento.
A Rússia emprega esses navios, muitas vezes antigos e de identidade desconhecida, para continuar exportando petróleo bruto e financiar o esforço de guerra. A União Europeia tem listado centenas dessas embarcações para enfraquecer a capacidade financeira do Kremlin.
Promotores confirmaram que o navio, supostamente chamado Ethera, navegava sob pavilhão falso. O chanceler ucraniano, Andrii Sibiga, elogiou a ação, afirmando que ela "priva a Rússia dos recursos que lhe permitem continuar sua agressão". Especialistas também suspeitam que esses navios estejam envolvidos em ações de sabotagem como parte da "guerra híbrida" russa.