Brasília - Um ataque militar conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que retaliou com mísseis e drones, intensificou a polarização política interna no Brasil. O Itamaraty classificou a ofensiva como um agravante da instabilidade no Oriente Médio e um risco à paz regional. A nota do Ministério das Relações Exteriores, divulgada neste sábado (28/02/2026), provocou reações imediatas de oposição e base governista.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a posição do governo Lula, chamando-a de "inaceitável" e acusando o Brasil de se colocar "do lado errado de um conflito grave" ao apoiar o regime iraniano. Seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), intensificou as críticas, descrevendo o Irã como um "regime sanguinário" e questionando o apoio do governo brasileiro.
Em resposta, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, acusou Flávio Bolsonaro de pregar "subserviência a Trump" e ignorar violações internacionais. A bancada do PT na Câmara também emitiu nota, alertando que a ação militar agrava tensões e enfraquece a segurança coletiva.
As Forças Armadas iranianas confirmaram disparos de mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região, após o anúncio da "Operação Fúria Épica" liderada por Donald Trump. Washington declarou que a operação visava o programa nuclear iraniano e estruturas estratégicas do regime. Explosões foram registradas em várias cidades iranianas, incluindo Teerã. Fontes indicam mortes de comandantes militares e membros do governo iraniano.
As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos e recomendam atenção às orientações de segurança das autoridades locais para os brasileiros residentes ou de passagem pelos países afetados. Fonte: O Globo