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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PL Antifacção pode isentar cúpula do crime, alerta ex-secretário

Mario Sarrubbo, ex-secretário nacional de Segurança Pública, critica texto do PL Antifacção aprovado pela Câmara, que pode isentar a cúpula do crime organizado e deixar de arrecadar R$ 30 bilhões para o Fundo Nacional de Segurança Pública.

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PL Antifacção pode isentar cúpula do crime, alerta ex-secretário

O texto do Projeto de Lei Antifacção aprovado pela Câmara dos Deputados pode inviabilizar a punição das lideranças máximas do crime organizado no Brasil. A avaliação é de Mario Sarrubbo, ex-secretário nacional de Segurança Pública. Segundo ele, a lei, na versão atual, "atingirá apenas a base das organizações criminosas", deixando de lado os chefes.

Sarrubbo, em entrevista à Rádio Nacional nesta quinta-feira (26), criticou a exclusão de mecanismos que permitiriam o financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) a partir da taxação de apostas online (bets). Ele estima que R$ 30 bilhões deixaram de ser destinados ao combate ao crime organizado.

"A Câmara não quis dar recursos para esse fundo por razões políticas", afirmou Sarrubbo, ressaltando que a intenção era "atingir os que atuam na Faria Lima e em Fintechs; quem financia essas organizações criminosas". Ele defende que a estratégia para desarticular as facções é cortar o fluxo financeiro, "asfixiar financeiramente as facções criminosas".

A versão aprovada na Câmara desconsiderou alterações feitas no Senado, o que, para Sarrubbo, prejudica o combate efetivo. Ele argumenta que a Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, não porta fuzis, mas é crucial para o financiamento de grupos como o PCC, conforme apontado em investigações como a Operação Carbono Oculto.

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