O deputado federal Jonas Donizette (PSB-SP), líder da sigla na Câmara, criticou nesta quarta-feira (26) o que chamou de "tratamento" dispensado pelo PT ao vice-presidente Geraldo Alckmin. Donizette defendeu Alckmin, afirmando que nem um vice "desleal" mereceria a situação atual, e menos ainda alguém "leal" como ele.
A declaração surge em meio a notícias sobre discussões internas no PT a respeito da permanência de Alckmin na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Relatos indicam divergências na Executiva do partido em São Paulo sobre a possibilidade de o PT aliar-se ao MDB para a vice-presidência.
Donizette expressou sua convicção de que Alckmin permanecerá como vice. "Acho injusto o que estão fazendo com ele", disse em entrevista ao Estadão. Ele alertou que a política não comporta "vácuos" e que a saída de Alckmin criaria problemas para Lula.
O líder do PSB também mencionou o encontro entre o presidente nacional do PSB, João Campos (prefeito de Recife), e Lula, no qual Campos reiterou o desejo do partido em manter Alckmin como vice. Segundo Campos, a conversa com Lula foi positiva.
Apesar das especulações, o presidente Lula já indicou que Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teriam "um papel a cumprir" nas eleições em São Paulo. Alckmin, no entanto, tem sinalizado a aliados que não pretende concorrer no estado.
A notícia também aponta resistência dentro do MDB, especialmente do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, a um acordo com o PT. Nunes avalia que a maioria do partido é contrária a apoiar o governo federal.