O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, analisará imagens e vídeos da sessão da CPI do INSS para decidir sobre a validade de votação que quebrou o sigilo de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e outras figuras. A decisão vem após parlamentares da base governista acusarem o presidente da CPI, Carlos Viana, de fraudar a votação que aprovou 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo.
A base governista se reuniu com Alcolumbre e pediu a anulação da deliberação, argumentando que a votação foi manipulada. Alcolumbre ouvirá ambas as partes e consultará especialistas em regimento para sua decisão.
Carlos Viana, por outro lado, afirmou que não voltará atrás e já encaminhou os requerimentos aprovados às autoridades. Ele também mencionou que Alcolumbre o ignora há mais de um mês em pedidos de prorrogação da CPI, que se encerra oficialmente no fim de março.
A controvérsia iniciou quando a CPI decidiu votar os 87 requerimentos em bloco, em vez de um por um, como exigia a oposição. A primeira votação foi nominal, com placar de 18 a 12. Em seguida, uma segunda votação, declarada simbólica por Viana, gerou a confusão. Quatorze parlamentares governistas se manifestaram contra, mas Viana contou apenas sete, decretando a aprovação.
A oposição, liderada pelo PT, alega que a contagem de votos foi fraudada. Segundo o líder governista na comissão, deputado Paulo Pimenta, a votação simbólica só valeria para os 21 parlamentares presentes no momento, o que, em sua conta, resultaria na derrota dos requerimentos. Viana e a oposição divergem sobre o quórum válido para a sessão, com Viana sustentando que o quórum registrado na primeira votação nominal (31 parlamentares) era o que deveria ser considerado.
O PT anunciou que deliberará no Conselho de Ética contra Viana por violação de votação e atitude desonesta.