As vendas de títulos públicos para pessoas físicas alcançaram um novo recorde em janeiro, atingindo R$ 12,02 bilhões. Este é o maior volume mensal desde a criação do programa Tesouro Direto, em 2002, segundo divulgou o Tesouro Nacional. O valor representa um aumento de 26,9% em relação a dezembro e 37,21% na comparação com janeiro do ano passado.
Os títulos mais procurados foram os atrelados à taxa básica de juros (Selic), com 48,9% das vendas, impulsionados pela alta da taxa para 15% ao ano. Papéis corrigidos pela inflação (IPCA) responderam por 28,2%, e os prefixados por 15,1%. Novos produtos como o Tesouro Renda+ e o Tesouro Educa+ representaram 6,4% e 1,5% das vendas, respectivamente.
O estoque total do Tesouro Direto chegou a R$ 220,24 bilhões no fim de janeiro, um crescimento de 37,75% em relação ao ano anterior. O programa atraiu 330.786 novos investidores em janeiro, elevando o total para 34.587.727 participantes. A maior parte das operações, 77,5%, foi de valores até R$ 5 mil, evidenciando o interesse de pequenos investidores.
Investidores demonstraram preferência por títulos de médio prazo, com 40,6% das vendas concentradas em prazos de cinco a dez anos. O Tesouro Direto foi criado em 2002 para democratizar o acesso a títulos públicos e serve como uma das fontes de financiamento do governo.