As contas do governo central registraram um superávit de R$ 86,9 bilhões em janeiro, de acordo com o Tesouro Nacional. O resultado, embora positivo, apresentou uma leve queda em comparação ao mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 88,9 bilhões corrigidos pela inflação. A principal causa para essa variação foi o aumento de 2,9% nas despesas governamentais, totalizando R$ 185,89 bilhões.
O crescimento das despesas foi impulsionado principalmente pelos gastos com benefícios previdenciários, que aumentaram R$ 4 bilhões, e com pessoal e encargos sociais, com alta de R$ 3,3 bilhões. Esses aumentos refletem os reajustes do salário mínimo no início do ano.
A arrecadação federal em janeiro atingiu R$ 325 bilhões, o maior valor já registrado para o mês na série histórica desde 1995. No entanto, a receita líquida, após deduções de transferências para estados e municípios, cresceu apenas 1,2%.
O superávit primário é essencial para o cumprimento da meta fiscal do governo, que para este ano é de R$ 34 bilhões. Em 2025, o governo fechou o ano com um déficit de R$ 61,7 bilhões, mas, com ajustes, o valor ficou dentro da meta estabelecida.
Fonte: O Globo