O ex-jogador holandês Wesley Sneijder revelou ter recebido entre quatro e cinco mil ameaças de morte vindas da Argentina. A onda de mensagens ocorreu após ele se posicionar publicamente a favor de Vinícius Júnior, que acusou o jogador argentino Gianluca Prestianni de racismo durante partida da Champions League. O caso de racismo contra Vini Jr. já foi relatado em diversas ocasiões, como no artigo "Arbeloa defende Vini Jr. e cobra UEFA por ação antirracista".
Sneijder, em entrevista a um programa local, afirmou que as ameaças chegaram por mensagens diretas. Ele defendeu seu direito à opinião, baseada em sua visão dos fatos. O holandês havia criticado Prestianni, pedindo que o jovem jogador fosse mais direto ao relatar o suposto incidente.
O ex-craque classificou como "abominável" a persistência de tais atos e expressou certeza de que Vinícius Júnior não inventou a acusação. Segundo Sneijder, a reação do brasileiro após um gol, em uma situação de 1 a 0, não condiz com uma mentira.
Sneijder também comentou a difícil posição dos colegas de Prestianni, que teriam que escolher entre aceitar a versão do argentino e acusar Vini Jr. de mentiroso, ou ignorar o ocorrido. Ele considera isso um "problema real dentro do grupo".
Prestianni está fora do jogo de volta entre Real Madrid e Benfica, nesta quarta-feira, no Santiago Bernabéu, após ser suspenso preventivamente pela Uefa. O Real Madrid venceu a partida de ida por 1 a 0, com gol de Vini Jr.