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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Marcos Pereira critica PL e afasta Republicanos de Flávio Bolsonaro

Presidente do Republicanos critica decisões do PL e aponta distanciamento na relação com Flávio Bolsonaro. Não descarta candidatura própria da legenda.

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Marcos Pereira critica PL e afasta Republicanos de Flávio Bolsonaro

O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), afirmou em entrevista ao GLOBO que decisões tomadas pelo PL e pelo pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, dificultam uma aliança nacional entre os partidos para as eleições deste ano. Pereira reclamou de articulações que, segundo ele, prejudicam os planos eleitorais do Republicanos, e não descartou a possibilidade de o partido lançar candidatura própria, embora considere o cenário remoto.

O dirigente partidário criticou a tentativa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de filiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao PL, e a decisão de Flávio Bolsonaro de definir o palanque no Rio de Janeiro sem incluir o Republicanos. "Se eles querem meu apoio, você acha que com essa pressão aproxima ou distancia? Com a decisão unilateral que eles tomaram no Rio?", questionou Pereira.

Pereira avalia que Tarcísio de Freitas seria um nome mais forte para a Presidência, capaz de unificar a centro-direita, mas vê como improvável sua candidatura sem o apoio de Jair Bolsonaro. O deputado também indicou que Flávio Bolsonaro não tem demonstrado interesse em buscar o apoio do Republicanos. "Eu mandei a mensagem e ele não respondeu. Então não tem também porque... Quem tem que buscar os apoios é ele", disse.

Sobre a possibilidade de Tarcísio de Freitas ser candidato à Presidência, Pereira considera improvável, mas ressalta que "política é como nuvem. Até 4 de abril muita coisa pode acontecer". Ele enfatizou que Tarcísio "jamais irá sem o apoio do Bolsonaro".

A decisão sobre o apoio à Presidência da República será tomada pela Executiva do partido após a janela partidária, que se encerra em abril. "Não sei quem virá e quantos virão. Preciso reunir o partido que vai para a eleição", explicou Pereira, prevendo a decisão para o final de abril ou maio.

Pereira também comentou a recente pesquisa eleitoral, afirmando que a disputa será acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ele acredita que Bolsonaro, com o apoio de seu eleitorado, chegará ao segundo turno. "A preço de hoje o segundo turno será Lula e Flávio", sentenciou.

Em relação às eleições no Rio de Janeiro, o Republicanos ainda definirá seu apoio, mas critica a falta de espaço na chapa majoritária fechada pelo PL. O partido tem boa relação com Eduardo Paes, que busca o apoio do Republicanos.

Pereira reiterou que a decisão final sobre o apoio presidencial dependerá da formação da bancada do Republicanos após a janela partidária e do sentimento da maioria do partido. Ele admitiu que setores do partido têm proximidade com o PT em alguns estados, mas que a decisão será tomada em conjunto com a Executiva.

O deputado elogiou a capacidade de Tarcísio de Freitas de unir diferentes espectros políticos, mas lamentou sua possível ausência na disputa presidencial por lealdade a Bolsonaro. Pereira também defendeu Tarcísio de declarações de "submissão" a Bolsonaro, classificando-as como "lealdade".

Sobre a sucessão na prefeitura de São Paulo, Pereira defende a manutenção do atual vice, Felício Ramuth (PSD), como candidato ao lado de Tarcísio de Freitas, atendendo a um pedido de Gilberto Kassab.

Pereira avalia que uma aliança formal com o PT é improvável devido à composição majoritariamente de centro-direita do Republicanos. Ele também descartou pleitear a vice-presidência de Lula, citando a forte relação com Geraldo Alckmin.

A relação com Gilberto Kassab, após divergências na eleição da Câmara, está superada, com ambos buscando alinhar palanques estaduais.

Pereira não descarta a possibilidade de o PSD lançar candidatura própria para evitar a polarização, e o Republicanos também pode apresentar um nome, como Damares Alves ou Hamilton Mourão, embora considere o cenário de candidatura própria remota.

Quanto à crítica ao desfile da escola de samba de Niterói em homenagem a Lula, Pereira considerou "muito ruim" e avaliou que o governo deve estar "arrependido" pela repercussão negativa junto ao segmento evangélico.

A gestão de Hugo Motta na Câmara foi avaliada como difícil, mas superada. Pereira acredita na reeleição de Motta para a presidência da Casa.

Pereira prevê a derrubada do veto de Lula ao projeto da dosimetria, caso seja pautado no Congresso.

Sobre a CPI do Banco Master, Pereira defende que as investigações sejam conduzidas pelo Judiciário para evitar a politização em ano eleitoral, destacando que o dinheiro envolvido não é público federal.

O deputado defendeu a autonomia dos parlamentares na destinação de emendas, ressaltando que eles conhecem as necessidades dos municípios, mas que eventuais malfeitos devem ser rigorosamente apurados e punidos.

A relação entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal está mais tranquila, com diálogo em andamento sobre temas como "extra-tetos".

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