Anotações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelam divergências internas no Partido Liberal (PL) sobre as candidaturas para as eleições de 2026. Registros feitos em reuniões na sede do partido indicam a intenção de afastar o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), da corrida sucessória estadual. Simões, escolhido pelo governador Romeu Zema, é descrito nas anotações como um nome que “puxa para baixo” o projeto presidencial do grupo, levantando preocupações sobre o impacto do desempenho em Minas Gerais na campanha nacional.
O material, intitulado “situação nos estados”, também aponta para a articulação do PL em São Paulo para substituir o atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), pelo presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL). Ramuth enfrenta desgaste político após revelações sobre movimentações financeiras.
Em relação a Minas Gerais, as anotações de Flávio Bolsonaro mencionam o nome do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, como alternativa. Roscoe é visto como um nome com trânsito no empresariado e potencial para ampliar alianças.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que os registros não refletem sua posição pessoal, mas sim "sugestões" recebidas durante as conversas. Ele também negou que o deputado Marcos Pollon (PL-MS) tenha solicitado R$ 15 milhões para não ser candidato, como sugeria uma anotação.
Flávio Bolsonaro ressaltou que as composições estaduais estão em discussão há mais de um ano e que nenhuma decisão será tomada sem o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele adiantou que o PL poderá lançar até 11 candidaturas próprias aos governos estaduais, com maior envolvimento da direção nacional em comparação com as eleições de 2022.