O Governo do Distrito Federal (GDF) manifestou nesta quarta-feira (25) a disposição em colaborar para recompor o capital do BRB, abalado por operações com o Banco Master. Contudo, o GDF ressaltou que o próprio BRB está em negociações ativas por soluções de mercado para sanar o déficit financeiro.
Em substitutivo enviado ao projeto de lei, o GDF propõe alternativas para fortalecer a estrutura financeira do banco. O texto autoriza o BRB a buscar empréstimos de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras. A lista de imóveis que podem ser usados como garantia ou vendidos foi reduzida de 12 para 9, selecionados por critérios técnicos e de mercado, com a exclusão de áreas como as do Parque do Guará.
O governo esclarece que o projeto não prevê a venda automática de bens, mas sim a autorização para que o Executivo adote medidas baseadas em avaliações de mercado, legislação e interesse público. O GDF também refutou a ideia de que os imóveis foram listados para cobrir um prejuízo específico, visto que as auditorias do BRB ainda estão em andamento e o impacto financeiro exato das operações com o Banco Master é incerto.
O BRB enfrenta um rombo em seu balanço devido a transações com o Banco Master, que envolveram R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito. O Banco Central (BC) estima que o BRB precise provisionar ao menos R$ 5 bilhões. Esse valor supera o patrimônio líquido do banco, registrado em R$ 4 bilhões no segundo trimestre de 2025, o que pode levar ao descumprimento de regras prudenciais e exigir um plano de adequação até 31 de março.
Diante desse cenário, um aporte do Distrito Federal, como acionista controlador, é considerado essencial para resolver o problema patrimonial. Relatos de fontes do mercado financeiro indicam avanços nas negociações para um empréstimo ao GDF, com otimismo quanto a um desfecho positivo. O GDF, no entanto, nega tratativas diretas para empréstimos.