A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou nesta quarta-feira (25) a convocação de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e do ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes. As convocações são obrigatórias e o não comparecimento pode levar à condução coercitiva.
A CPI também quebrou os sigilos fiscal e bancário do Banco Master e de seus sócios, além da Reag Investimentos, empresa liquidada pelo BC por suspeita de envolvimento nas fraudes do Master. O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a investigação entra em uma nova fase, focando em "esquemas do andar de cima".
Foram aprovados ainda convites (comparecimento opcional) aos ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e aos ex-ministros Guido Mantega e João Roma, além de Rui Costa e Gabriel Galípolo. A oposição criticou as convocações de Campos Neto e Paulo Guedes, alegando motivação político-eleitoral e falta de conexão direta com o caso Master.
Senadores da base governista, como Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), defenderam as convocações, argumentando que a desregulação do mercado financeiro sob a gestão de Campos Neto e as políticas de Paulo Guedes podem ter favorecido fraudes como a do Banco Master.