O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, avaliou como um "erro" a escolha do general Braga Netto para compor a chapa com Jair Bolsonaro em 2022. Segundo Valdemar, uma mulher na vice-presidência poderia ter atraído o voto feminino, crucial para a vitória. Ele defende agora que Flávio Bolsonaro considere a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ou o governador Romeu Zema (Novo) como vice, apesar de Zema já ter manifestado intenção de disputar a presidência.
"Nós não podemos perder os votos que nós perdemos no passado", declarou Valdemar durante evento do grupo Esfera Brasil. Ele ressaltou que, embora Braga Netto seja um homem correto, ele não agregava votos. "Eu insisti com ele, falei 'olha as pesquisas como nós estamos, Bolsonaro, põe a Tereza Cristina', mas o Bolsonaro teimoso, disse 'não quero saber, meu vice é o Braga Neto'. E foi um erro que cometemos, porque nós perdemos a eleição", lamentou.
Valdemar prevê uma eleição "bastante equilibrada" e defende a união da direita para "ganhar no primeiro turno", alertando que a disputa presidencial no segundo turno se limitará a Lula e Flávio Bolsonaro.
Em relação à sucessão de Flávio Bolsonaro, Valdemar admitiu que a definição ainda está em aberto, mas reiterou sua preferência por Tereza Cristina ou Romeu Zema. "Mas a Tereza tem um voto feminino. Um voto feminino poderia agregar. As mulheres estão em alta. As mulheres são muito melhores do que os homens. E a Tereza, apesar de ter aquele tamanho dela, ela tem um carisma que ninguém tem. Mas é o Bolsonaro quem manda", ponderou.
Valdemar também minimizou os recentes embates com o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, sobre a definição de candidaturas. Ele explicou que existe um acordo onde Bolsonaro indica senadores e o partido, com consulta aos parlamentares locais, define os candidatos a governador. "Todos nossos deputados e senadores são ouvidos. Nós não fazemos nada sem ouvir os deputados do estado", afirmou.