O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta terça-feira (24/02/2026) os contornos de sua pré-campanha presidencial para 2026. A estratégia, segundo ele, será pautada pela centralização nas decisões do ex-presidente Jair Bolsonaro, com sinalizações ao mercado e ao exterior. O plano, que segundo o senador está em andamento há mais de um ano, visa consolidar até 11 candidaturas do PL aos governos estaduais.
"Não tem decisão que eu tome, que eu torne pública, que eu não tenha passado por ele. A palavra final sempre é dele", afirmou Flávio, destacando a centralidade do pai na condução política do grupo. Ele também mencionou a participação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nas articulações estaduais.
Diferentemente de 2022, quando Bolsonaro teve um envolvimento mais restrito nas negociações estaduais, em 2026 a estratégia será mais unificada em torno do PL, com a possibilidade de lançar cerca de 11 pré-candidatos a governador. O objetivo é fortalecer os palanques estaduais antes do início da campanha nacional.
Flávio também sinalizou que um eventual novo governo do grupo buscaria uma equipe mais experiente do que em 2018, com perfil técnico e habilidade política, especialmente no relacionamento com o Congresso Nacional. Ele defendeu que a experiência em articulação política seja um critério importante para a escolha de ministros.
Na área econômica, Flávio indicou a manutenção de nomes como Paulo Guedes. Ele convocou uma reunião com a bancada do PL para esta quarta-feira, descrevendo o encontro como um gesto de respeito e pertencimento ao projeto.
São Paulo é considerado um estado estratégico. Flávio confirmou agenda com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e destacou o papel de Eduardo Bolsonaro nas articulações no estado. Ele levantou dúvidas sobre a viabilidade de Eduardo concorrer à reeleição após ter sido cassado por faltas.
O senador mencionou ainda um foco do partido nas articulações no Nordeste, com o objetivo de montar palanques fortes na região. Flávio relatou viagens recentes à França, Israel e Estados Unidos, onde criticou a política externa do governo Lula e defendeu um diálogo amplo com diferentes países.
Sobre a possibilidade de Michelle Bolsonaro concorrer ao Senado, Flávio reforçou o alinhamento do grupo ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que qualquer movimento eleitoral de Michelle será coordenado internamente.
Fonte: O Globo