Os Estados Unidos iniciaram a aplicação de novas tarifas sobre importações nesta terça-feira. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, reforça sua política protecionista mesmo após uma decisão desfavorável da Suprema Corte.
Na última sexta-feira, Trump declarou que as tarifas existentes seriam substituídas por uma taxa geral de 10%, a qual ele posteriormente anunciou que aumentaria para 15%. A Casa Branca justificou a nova taxação como uma estratégia para combater os "grandes e graves déficits na balança de pagamentos".
A tarifa, com validade inicial de 150 dias, a menos que prorrogada pelo Congresso, não se aplica à maioria dos produtos do Canadá e do México, segundo o acordo comercial vigente. A Suprema Corte validou a tributação de importações, como automóveis e aço, a critério do governo, mas considerou ilegal a imposição e modificação de tarifas pelo presidente sem justificativas de emergência nacional.
Desde abril do ano passado, Trump tem utilizado a "emergência nacional" como justificativa para tarifas mais altas, revertendo uma política de abertura comercial iniciada na década de 1980. O presidente considera que essa política não teve reciprocidade de parceiros como Japão, União Europeia e China.
Trump expressou frustração com a decisão da Suprema Corte, argumentando que ela limita suas ferramentas de pressão econômica e diplomática. O governo busca agora uma estrutura tarifária mais estável, com Trump sinalizando que as tarifas permanecerão enquanto ele estiver no cargo.
O destino dos cerca de US$ 170 bilhões arrecadados com as tarifas ainda é incerto. Empresas e estados americanos já anunciaram ações judiciais para buscar indenizações. Trump também ameaçou com tarifas mais altas contra países que considera "jogarem sujo" com as taxas alfandegárias.