Carlos Bolsonaro (PL) cobrou publicamente nesta terça-feira (24) maior engajamento do Partido Liberal (PL) na campanha de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência em 2026. A declaração surge em meio a especulações sobre o apoio a Flávio, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em redes sociais, Carlos apontou que páginas e perfis locais do PL divergem na promoção do senador. Enquanto alguns impulsionam Flávio, outros "simplesmente não mostram" o pré-candidato. "Não é acusação. É constatação empírica. E constatação pede alinhamento, não silêncio", declarou.
Carlos alertou que a falta de união na comunicação partidária enfraquece o projeto político da direita e transmite desorganização. Ele lembrou que já se passaram quase dois meses desde o anúncio da pré-candidatura por Jair Bolsonaro, que está preso, e defendeu que a união proclamada pelo partido seja prática. "Comunicação também é ação política", ressaltou.
Após repercussão, Carlos esclareceu que a cobrança não era a lideranças específicas, mas à "estrutura partidária", reiterando o apelo por "união em torno do projeto da direita".
Membros do partido, sob condição de anonimato, reconhecem diferenças no ritmo de adesão à candidatura presidencial. Isso ocorre especialmente em estados onde lideranças locais priorizam disputas regionais ou aguardam definições mais amplas no cenário político de 2026.
A cobrança acontece após dias de tensões internas no bolsonarismo, com trocas públicas de críticas entre aliados sobre o engajamento na defesa de Flávio. Eduardo Bolsonaro chegou a cobrar maior participação de Michelle Bolsonaro e do deputado Nikolas Ferreira.
Michelle Bolsonaro, segundo aliados, soube da carta de apoio de Jair Bolsonaro a Flávio pela imprensa e tem buscado estimular aliados a defender o retorno de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao debate presidencial. Aliados indicam que Michelle avalia que Flávio se fortaleceu politicamente com a prisão do pai. Publicamente, desejou sorte ao pré-candidato.
Fonte: G1